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Tomie Ohtake terá seu desejo realizado: uma obra na avenida Paulista

Um dos últimos desejos da artista plástica Tomie Ohtake será, enfim, realizado: a instalação de uma escultura sua em um espaço público na avenida Paulista, na região central de São Paulo.

A obra, cujo esboço Tomie deixou pronto antes de morrer – em fevereiro deste ano, aos 101 anos -, ficará na altura do número 1.111 da via, entre as alamedas Pamplona e Campinas, conforme publicado na terça-feira no “Diário Oficial” do Município. A ideia inicial era colocá-la na praça do Ciclista, mas o pedido, como revelou o jornal “O Estado de S.Paulo” em 11 de julho, foi indeferido pela prefeitura por razões técnicas.

A instalação deve ocorrer no início de dezembro, segundo o Citibank, patrocinador da escultura. Como costumava fazer, Tomie esculpiu a obra em uma escala reduzida, com cerca de 20 centímetros de altura. Até o fim do ano, ela será moldada por uma metalúrgica de acordo com especificações e medidas deixadas pela artista – e vai alcançar 8 metros de altura.

A Associação Paulista Viva, envolvida com o projeto desde 2013 e encarregada da viabilização do desejo da artista, comemorou a aprovação pela prefeitura. “Esse novo local foi escolhido pela prefeitura porque viram que não traria problemas à região. Será um presente para a cidade”, afirmou o vice-presidente da entidade, Antonio Carlos Franchini Ribeiro.

Em reunião no dia 5 de agosto, a Comissão de Gestão de Obras e Monumentos Artísticos em Espaços Públicos, do Departamento de Patrimônio Histórico, órgão da Secretaria Municipal da Cultura, decidiu que a escultura poderia ser instalada “em cima da jardineira” no número 1.111 da avenida, “local que permite o uso dos espaços de circulação para fruição da obra sem obstruir a passagem de pedestres e outros elementos de sinalização urbana”.

A comissão também considera que a obra “compõe um positivo contraste com o seu entorno, tanto do ponto de vista cromático como formal”. A escultura, seguindo o padrão da produção de Tomie, apresenta uma cor marcante – neste caso, o vermelho.

No indeferimento, em 19 de junho, a mesma comissão havia desaprovado a instalação na praça do Ciclista por, entre outros argumentos, “haver incompatibilidade entre a implementação da escultura e o traçado da ciclovia proposta para o local”. A justificativa afirmava ainda que “a escultura era desproporcional à dimensão do traçado urbano existente, prejudicando a leitura do eixo visual” da Paulista.

Legado

Um dos motivos para o patrocínio do Citibank é a comemoração de cem anos da instituição no Brasil. “A doação dessa bela obra faz parte da celebração desta data. É um legado que queremos deixar para a cidade e para a avenida onde está a sede do banco no País”, afirma Priscilla Cortezze, superintendente executiva de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade.

Coincidentemente ou não, a escultura será posicionada na frente da sede do banco. A remoção das plantas que se encontram no canteiro onde ela ficará será tratada entre a Associação Paulista Viva e a Subprefeitura da Sé. A instituição ainda terá de apresentar à Prefeitura uma proposta, por meio do Programa Adote uma Obra Artística, para a conservação e a manutenção da escultura.




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